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Gato Pardo

Para quem não conhecia, saiam enquanto é tempo...Para quem já conheceu, puxem duma cadeira...Vem aí a versão 2.0...

Ready...Set...Buy!!!

 

Ora aí está.

O dia porque tantos milhões de portugueses esperam desde...bem, desde o mesmo dia mas no ano passado.

O dia em que a administração do Grupo Jerónimo Martins na véspera fumou umas valentes brocas e decide fazer campanhas de 50% em tudo e mais alguma coisa desde pensos higiénicos super plus com abas a bacalhau asa branca da Noruega.

O dia em vale mesmo tudo. Arrancar olhos, puxar cabelos, trincar orelhas. Tudo para se ser o feliz detentor da última lata de chouriço com feijão ou a última baguete ao cimo da terra.

Ok, é tudo treta. É apenas o dia em que o consumismo leva a melhor sobre o bom senso das pessoas, em que se gasta o que à partida não se tem e em que se vivencia a inesquecível experiência de ser uma sardinha dentro de uma lata.

Ah, mas poupam-se uns trocos valentes dirão alguns. Se calhar. Mas eu como poupo durante os restantes 364 dias do ano, devo ser um gajo esquisito.

 

O Teatro está bem vivo. E bem rockeiro também...

 

Diz-se que na vida todos nós devemos fazer algumas coisas.

Plantar uma árvore.

Escrever um livro.

Ter um filho.

A estas, acrescento ver uma das nossas bandas favoritas a partir a mona a centenas de pessoas das mais diferentes gerações.

Hoje vi Mundo Cão ao vivo. Acompanho a evolução da banda desde o primeiro álbum homónimo. Fiquei com aquela sonoridade no ouvido. Saiu o "Geração da Matilha". Há sempre muita expectativa acerca do segundo álbum. Serão capazes de superá-las? Foram e com distinção. Saiu o terceiro álbum "O jogo do mundo". É diferente, admito. Faz-me falta algum "peso" mas a complexidade e beleza das letras compensam isso.

Hoje, estes meninos escavacaram musicalmente por completo as centenas de pessoas que compunham a plateia da sala azul do Teatro Aberto. Deixaram tudo em palco e mais um pouco. O Laginha é realmente não só um vocalista de excepção mas um frontman digno da enorme banda que lidera.

Fizeram uma retrospectiva dos dois primeiros álbuns e apresentaram ao vivo alguns dos mais emblemáticos temas deste terceiro. E fizeram mais que isso. Já não me lembrava da vontade que tinha de andar ao biqueiro ao som de uma música brutal que me possuía a alma. Vá lá, fiquei-me só pela vontade porque eram lugares sentados.

Estou de alma cheia. E ver o guitarrista (Budda) a dar-lhe à grande reacendeu aquela velha paixão musical e fez-me tirar a guitarra do estojo.

Até sempre, Gabo.

 

Nunca é fácil dizer adeus a um génio.

Humano como todos nós mas mesmo assim, um génio na sua literatura.

Jornalista, editor, activista, político, escritor. E que escritor.

Há sempre algum arrependimento em mim por não ler algumas obras enquanto os seus autores ainda são vivos. Porque ao desfolhar a última página das suas obras, eles são merecedores do meu levantar e do meu aplauso incessante.

Se o posso fazer agora que Gabo partiu? Posso. Mas não é a mesma coisa...

Dejá vu

Já abordei isto anos atrás.

Estava a almoçar com uma amiga quando ela não só me privou de fazer uma operação delicada numa dourada acabada de pousar à minha frente como decidiu implicar com um casal que almoçava no perímetro em que ela aparentava ser uns bons anos mais velha que o rapaz. Daí resultou uma dissertação feroz da minha parte, uma dourada fria e uma conta que não paguei. Mas fiquei sempre com aquele episódio na memória. Não só porque não vejo nada de errado no amor entre gerações como sempre achei algo estranho a sociedade olhar para essas situações de soslaio e com algum escárnio.

Hoje. Conversa telefónica com uma amiga.

Aparentemente um amigo comum, divorciado vai para um ano conheceu uma rapariga. Está loucamente apaixonado por ela. Ela aparentemente está loucamente apaixonada por ele. Tudo cor de rosa. A chatice para algumas pessoas? Ela tem menos 9 anos que ele.

O HORROR!!! A TRAGÉDIA!!!

E depois vem a pergunta para um milhão de euros...

- Não é normal, pois não??

Mas claro que não é normal, porra... Não é normal duas pessoas nutrirem sentimentos uma pela outra. Gostarem de passar tempo uma com a outra. Arrancar sorrisos uma à outra. Andar de mãos dadas como dois adolescentes parvos, indiferentes ao mundo que os rodeia. Não, isso não é nada normal. Duhhh....

Ah, e claro, para aqueles que não me conhecem isto chama-se SARCASMO de alto quilate...

Agora vem o reality check para algumas pessoas.

- O amor não escolhe idades. Quem lixa as pessoas por causa da idade é a DGV. Ou os cinemas Lusomundo porque de vez em quando não dão o devido desconto aos séniores.

- O Esteves Cardoso escreveu um livro intitulado "O amor é f*dido". E é. Em qualquer idade. Portanto deixem-se de m*rdas retrógadas.

- O amor é lindo. Mesmo quando os envolvidos têm uma fronha tipo Mário Soares, ele continua a ser lindo. Porque aos olhos deles, eles são lindos. Mesmo que ele ressone tipo debulhadora e ela seja uma afronta ao buraco do ozono pela quantidade de metano expelida. Continua a ser lindo.

- E mais importante que tudo...O amor não é um livro do Nicholas Sparks. Não envolve sempre uma fulana a sair de uma relação complicada, uma cidade norte americana perdida no mapa ao pé da costa, uma casa em madeira super catita, sentimentos super fofinhos que despertam em veleiros, noites de tempestade, cavalos selvagens ou afins. Amor é amor. E às vezes é nas coisas mais simples que ele surge. Já vi relações amorosas começarem por causa de um cachorro numa roulote às quatro e meia da manhã. Ah, a beleza invulgar do amor regado a batata palha, mostarda e maionese com uma enorme salsicha enfiada lá pelo meio...Quase erótico, diria...

A diferença de idades no amor tem tanta relevância como o pepino num Big Mac. Sabe-se que existe mas não está ali a fazer nada. Sim, esta é provavelmente a melhor metáfora culinária de todos os tempos.

Suck it up!

 

Mamã, mamã....Olha uma salsicha cor de rosa aos saltos!!!

Era uma vez uma empresa alemã que fabricava brinquedos eróticos. Hans, o CEO, decidiu ir às meninas em Las Vegas. Mas antes passou pelas mesas de póquer, onde ficou sem guita em 10 minutos. Sem mais nada que apostar, decidiu apostar a mala de display de brinquedos eróticos que levava com ele. Tirou lá de dentro quatro gigantescos vibradores e colocou-os na mesa. A única chatice é que aquelas gaitas (literalmente falando) ligaram-se e a mesa de póquer que era uma montanha de fichas em 5 segundos virou um festival de salpicões de látex aos saltos feitos papoilas em nenúfares (que imagem...hã...estranha...)...

E assim nasceu o Stronic.

Sim, meus caros. Brevemente existirão corridas de vibradores em mesas de póquer por todos os casinos. Mal posso esperar para ouvir Teresa Salgueiro na Sala Preto e Prata do Casino Estoril com um maravilhoso "vrrrrrr" como barulho de fundo e malta a gritar "vai, mexe-te c*ralho!!!" (mais uma vez, literalmente...).

Considero que isto vai ser um sucesso. Um jogo quase familiar, algo que irá unir mães e filhas num objectivo comum.

- Filha, vai ali apostar 20€ no mangalho cor de rosa. Tou com uma fezada!

- Mas mãe, o bicho tá flácido...Parace uma salsicha fresca fora de prazo...

- Não discutas com a mãe, porra! Eu sei o que estou a fazer. Já experimentei os 4 modelos!!!

Portanto, já sabem. Deixem-se das slots, da roleta e do blackjack.

O futuro passa por réplicas do mangalho do Peter North e do Rocco Siffredi aos saltos alegremente de mesa em mesa enquanto carradas de gente aplaude.

 

Há razões que a própria razão desconhece...

 

Há ocorrências na vida de uma pessoa que são inexplicáveis.

Uma batelada de gente sai, outros quantos entram, uns remetem-se ao silêncio centrados no seu lindo umbigo e outros falam pelos cotovelos sem dizerem uma palavra sequer que faça sentido.

Mas é como o Bono diz, it's alright... A unicidade (ui, que palavra tão cara. Espero ter dinheiro no banco para cobrir esta loucura literária) do ser humano está também na percentagem de estupidez que ele próprio carrega.

Todos somos únicos, todos temos o nosso je ne sais quoi de estúpidos. Mas há uns quantos que abusam da estupidez. São aqueles que não satisfeitos com a sua, tentam fazer dos outros tão estúpidos quanto eles.

Deve ser uma questão de solidariedade, suponho.

Porque os irlandeses podem ser uns alcoólicos crónicos, mas há muita sabedoria milenar em meia dúzia de Guiness...E não me refiro a fazerem cerveja!

 

Irish Philosophy

 

There are only two things to worry about

Either you are well or you are sick.

If you are well,

Then there is nothing to worry about.

If you are sick,

There are two things to worry about.

Either you will get well or you will die.

If you get well,

There is nothing to worry about.

If you die,

There are two things to worry about.

Either you will go to heaven or hell.

If you go to heaven,

There is nothing to worry about.

But if you go to hell,

You'll be so fucking busy shaking hands with all your friends.

You won't have time to give a fuck about worries!!!

 

Tenho esta placa pendurada no meu escritório, oferta de uma das pessoas que mais prezo no mundo.

Coloca as coisas em perspectiva, não coloca?

Aos meus, see ya downstairs...Bring booze! Aos outros, see ya...

Agora, alguém me traga uma Guiness...

Uma caixinha catita que permite pesquisar as entranhas dos últimos anos de posts. Muito útil, principalmente porque nem eu já me lembro de metade do que escrevi...

 

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Este obra para além de estar razoavelmente bem escrita (se assim não fosse, não havia tanta gente a plagiá-la), está também licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

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